Aluguel mais caro? O que o índice IVAR dos últimos 12 meses revela sobre o mercado
Se você acompanha o mercado imobiliário para investir ou simplesmente precisa renovar o contrato de aluguel, olhar para o IVAR (Índice de Variação de Aluguéis Residenciais) é obrigatório. Calculado pela
Fundação Getulio Vargas (FGV), o índice fechou a última leitura de agosto com uma alta mensal de 0,29%, consolidando o acumulado dos últimos 12 meses em 5,09%.
Mas o que esse número de um dígito realmente significa para o seu bolso e para os seus negócios?
O Raio-X dos últimos 12 meses
O comportamento do IVAR ao longo deste ano mostra uma acomodação clara dos preços. Após fechar dezembro passado em um patamar elevado de 8,85%, o acumulado recuou significativamente no primeiro semestre e agora encontrou estabilidade na casa dos 5%.
De acordo com analistas do
FGV IBRE, essa calmaria reflete o fim do efeito de ´´recuperação´´ (catch-up) do período pós-pandemia. A maioria dos contratos antigos defasados já foi renegociada, fazendo com que o mercado passe a acompanhar a inflação de forma mais suave.
O cenário nas capitais: Quem puxa a fila?
O índice geral esconde dinâmicas regionais bem diferentes. No acumulado de 12 meses atual, duas cidades se destacam pelo ritmo acelerado:
Belo Horizonte: Lidera com folga os aumentos, registrando uma forte aceleração interanual que saltou para 8,47%.
Rio de Janeiro: Segue em patamar elevado de 6,37%, mantendo uma sequência resiliente de altas.
São Paulo: Sendo o maior mercado do país, atua como uma ´´âncora´´ para o índice, subindo moderados 4,58%.
Porto Alegre: Apresentou um forte ajuste de desaceleração, suavizando sua taxa para 3,36%.
IVAR x Outros Índices: Por que ele importa?
Diferente do tradicional IGP-M (que sofre grande influência do dólar, atacado e commodities exportáveis), o IVAR mede o valor real de transação dos aluguéis (contratos novos e renegociações em andamento captados direto com imobiliárias).
Por ter um comportamento muito mais realista e menos volátil do que o ´´Índice do Aluguel´´ tradicional, o IVAR tem ganhado espaço tanto nas mesas de negociação privada quanto nas ferramentas de planejamento financeiro de investidores de ativos imobiliários.
Para quem tem imóveis focados em renda, o cenário atual de estabilidade em torno de 5% garante previsibilidade e protege o poder de compra sem sufocar o inquilino.